Políticos da base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiram com forte indignação à sanção imposta pelos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Nesta quarta-feira (30), os EUA aplicaram a Lei Magnitsky, que permite sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), classificou a medida como “gravíssima” e responsabilizou aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro pela ofensiva internacional contra Moraes. “Isso não é apenas uma afronta a um ministro do Supremo — é um ataque direto à democracia brasileira e à nossa soberania nacional!”, afirmou.
Na mesma linha, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou a gravidade do ato, tratando-o como uma agressão ao país. “GRAVÍSSIMO! EUA sancionam Alexandre de Moraes com a Lei Magnitsky. Hoje, somos todos Alexandre de Moraes, porque não é um ataque a um ministro, é um ataque ao Brasil, à nossa soberania!”, escreveu em sua conta na rede social X (antigo Twitter).
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) também se posicionou duramente contra a decisão norte-americana, e fez referência ao ex-presidente dos EUA, Donald Trump, classificando-o como “condenado por abuso sexual”. Para ela, as recentes ações do governo norte-americano — como a imposição de tarifas de 50% e o suposto pedido para acabar com o sistema PIX — representam tentativas de interferência na justiça brasileira.
“Tudo é uma tentativa de interferir na justiça brasileira para proteger um golpista e ladrão de joias que usa tornozeleira eletrônica. Mas o Brasil não deitou e não deitará. Porque nossa soberania é inegociável e, aqui no nosso país, golpista é investigado e julgado pelos seus crimes, com todo direito à defesa”, declarou Hilton.
A parlamentar também defendeu Alexandre de Moraes, afirmando que o ministro não cometeu qualquer violação de direitos humanos. “O próprio Bolsonaro estava, até mês passado, fazendo piada e dizendo que ia chamar Moraes para ser seu vice”, completou.
A reação dos aliados do governo reforça o tom de confronto diplomático com os EUA e evidencia o apoio político interno ao ministro do STF, figura central no combate às tentativas de ruptura institucional no Brasil.
Da Redação do 40 Graus.