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Desigualdade digital persiste no Brasil apesar de avanço no acesso à internet, aponta o IBGE
O crescimento da conectividade é expressivo, mas 1 em cada 10 brasileiros com 10 anos ou mais segue sem acesso à internet - os idosos e as pessoas com baixa escolaridade são maioria entre os desconectados.
25/07/2025 18h20
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus

O número de brasileiros conectados à internet aumentou significativamente nos últimos anos, mas a exclusão digital ainda afeta milhões de pessoas no país. Segundo dados divulgados em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20,5 milhões de pessoas com 10 anos ou mais (10,9% da população nessa faixa etária) não utilizaram a internet nos três meses anteriores à pesquisa.

Esse número representa uma queda expressiva em relação a 2016, quando 33,9% da população estava desconectada. Ainda assim, os dados mostram que 1 em cada 10 brasileiros segue excluído digitalmente, evidenciando desigualdades marcantes por idade, escolaridade e região.

Quem está fora da internet?

O perfil dos desconectados revela que a exclusão digital atinge, sobretudo, pessoas mais velhas e com menor nível de instrução:

🌍 Desigualdade regional

A exclusão digital também tem recorte geográfico. Veja a distribuição por região:

Por que não usam?

Entre os principais motivos declarados para não acessar a internet estão:

O celular domina o acesso

A maioria dos brasileiros utiliza o celular como principal meio de acesso à internet. Em 2024:

Ainda assim, 20,9 milhões de pessoas não tinham celular, sobretudo:

A população conectada

Em contrapartida, 168 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais (89,1%), afirmaram ter usado a internet nos últimos três meses — um crescimento considerável em relação a 2016, quando esse índice era de 66,1%.

Conclusão

O Brasil avançou significativamente na conectividade digital, mas os dados do IBGE mostram que a exclusão ainda é uma realidade para milhões. O desafio agora é promover a inclusão digital de idosos, pessoas com baixa escolaridade e moradores de regiões vulneráveis, além de investir em políticas públicas de letramento digital, segurança online e acesso equitativo à tecnologia.

Da Redação do 40 Graus.