O mundo da luta livre está de luto. Morreu nesta quinta-feira (24), aos 71 anos, Hulk Hogan, um dos maiores ícones da história do wrestling profissional. A causa da morte foi uma parada cardíaca em sua residência na Flórida. A informação foi divulgada pelo site TMZ Sports e confirmada por fontes próximas à família.
Nascido Terry Gene Bollea, Hogan ficou mundialmente conhecido por seu visual inconfundível — o bigode em formato de ferradura, a bandana vermelha e os músculos à mostra — e se tornou um fenômeno cultural que transcendeu os ringues. Ele foi peça fundamental na consolidação da WWE (então WWF), como um fenômeno global durante as décadas de 1980 e 1990.
Com o bordão “Hulkamania is running wild!” e o carisma de um super-herói, Hogan ajudou a transformar o wrestling em um produto de entretenimento familiar. Sua presença ultrapassou os limites do esporte e chegou à televisão, publicidade, videogames e cinema. Participou de filmes como Rocky III, onde enfrentou Sylvester Stallone, e Gremlins 2, além de estrelar sua própria série e programas de reality show.
Hogan iniciou sua carreira no fim dos anos 1970, mas foi nos anos 1980 que alcançou o estrelato. Ele foi o rosto da primeira edição da WrestleMania, em 1985, e conquistou seis títulos mundiais na WWE. Protagonizou rivalidades históricas com nomes como André The Giant, Randy Savage, Ultimate Warrior e, posteriormente, The Rock.
Na década de 1990, reinventou sua imagem ao ingressar na WCW como líder do grupo New World Order (nWo), marcando uma nova era no wrestling. Por sua contribuição à indústria, foi introduzido ao Hall da Fama da WWE em 2005 e novamente em 2020 como membro do nWo.
Apesar de polêmicas que abalaram sua imagem nos últimos anos, Hogan continuou sendo uma figura influente na cultura popular americana, especialmente entre os círculos conservadores. A afinidade política com o ex-presidente Donald Trump o aproximou de personalidades como o lutador Colby Covington.
Em dezembro de 2024, essa relação extrapolou a política e chegou ao octógono. Durante um evento do UFC em Tampa, Hogan acompanhou Colby Covington em uma entrada triunfal, ao lado do também ex-lutador Chael Sonnen. Ao som de “Real American”, tema icônico de sua carreira, Hogan marchou até o octógono empunhando uma bandeira dos Estados Unidos, reforçando o espetáculo e a teatralidade que marcaram seu legado.
Hulk Hogan deixa um impacto inegável no esporte e na cultura pop, eternizado como um dos maiores nomes da luta livre mundial.
Com informações do Super Lutas.