A Polícia Civil de São Paulo encontrou fragmentos de ossos humanos queimados em um terreno pertencente a Marcos Yuri Amorim, apontado como namorado e principal suspeito de envolvimento no desaparecimento e morte de Carmen de Oliveira Alves, estudante trans de 24 anos, vista pela última vez em 12 de junho, em Ilha Solteira, interior do estado.
Segundo a investigação, o último registro do celular de Carmen indicava que ela esteve na casa de Marcos Yuri, localizada em um assentamento no município. Os restos mortais foram recolhidos e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), que fará a análise para determinar se pertencem à vítima. Amostras de DNA da mãe de Carmen já foram coletadas para a comparação genética.
Antes de desaparecer, Carmen havia elaborado um dossiê com denúncias contra o namorado, após descobrir que ele estaria envolvido em atividades criminosas. A estudante teria usado o documento para pressionar Yuri a assumir publicamente o relacionamento entre os dois.
A polícia apurou ainda que Marcos Yuri mantinha uma relação amorosa paralela com o policial militar Roberto Carlos Oliveira. Ambos foram presos na última quinta-feira (18) e são investigados por homicídio e ocultação de cadáver. De acordo com o delegado responsável pelo caso, os dois teriam agido em conjunto para assassinar Carmen e ocultar o corpo.
Carmen era estudante do curso de zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), no campus de Ilha Solteira. Ela desapareceu após sair de uma prova no dia 12 de junho. Marcos Yuri era colega de classe da vítima e a conhecia desde a infância.
As investigações seguem em andamento e aguardam a confirmação da identidade dos ossos encontrados para o avanço do inquérito.
Com indormações do Meio Norte.