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Trump volta a defender Bolsonaro após denúncia da PGR: “Um bom homem”
Presidente dos EUA disse que o ex-mandatário brasileiro “não é um homem desonesto” e criticou pedido de condenação apresentado pela PGR.
15/07/2025 17h07
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao comentar o pedido de condenação apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta terça-feira (15), durante entrevista à imprensa na Casa Branca, em Washington.

Embora tenha afirmado que Bolsonaro “não é como se fosse seu amigo”, Trump destacou que conhece o ex-presidente brasileiro e acredita que ele esteja sendo vítima de perseguição política. “Acredito que isso seja uma caça às bruxas e que não deveria estar acontecendo. Eu sei disso”, afirmou o norte-americano.

Na última segunda-feira (14), a PGR solicitou ao STF a condenação de Bolsonaro por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. No parecer, o ex-presidente é apontado como o principal articulador e maior beneficiário de uma suposta trama golpista.

Trump, no entanto, saiu em defesa do aliado: “O presidente Bolsonaro é um bom homem. Conheci muitos primeiros-ministros, presidentes, reis e rainhas, e sei que sou muito bom nisso. O presidente Bolsonaro não é um homem desonesto. Ele ama o povo brasileiro. Ele lutou muito pelo povo brasileiro.”

Ainda segundo o presidente americano, Bolsonaro chegou a negociar acordos comerciais de forma dura durante seu mandato. “Ele negociou acordos comerciais contra mim em nome do povo brasileiro, e foi muito duro, porque queria fazer um bom negócio para seu país”, afirmou.

“Ele é alguém que eu conheço. Sei que representa milhões de brasileiros. São ótimas pessoas. Ele ama o país e lutou muito por essas pessoas. E agora querem prendê-lo. Acho isso muito lamentável”, completou Trump.

A declaração acontece dias após Trump anunciar, em 9 de julho, um decreto impondo tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, com vigência prevista para começar em 1º de agosto. Em carta oficial, o governo americano associou a medida aos processos em que Bolsonaro figura como réu, indicando uma ligação direta entre os assuntos políticos e comerciais.

Com informações do BNews.