O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou neste domingo (13) que o país irá dobrar seu orçamento anual na área da Defesa para € 64 bilhões (cerca de R$ 416 bilhões) até 2027 — dois anos antes do previsto inicialmente, que era 2029.
A decisão vem em meio ao que Macron classificou como uma “ameaça crescente às liberdades na Europa”, especialmente diante das ações da Rússia, que desde 2022 mantém uma guerra aberta contra a Ucrânia. O presidente francês alertou também para a possibilidade de conflitos armados de maior escala no continente europeu nos próximos anos, o que exige maior preparo militar por parte da França.
Além da preocupação com a segurança regional, Macron ressaltou a necessidade de reforçar a autonomia estratégica francesa, buscando reduzir a dependência do apoio militar dos Estados Unidos, seu tradicional aliado no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
“Precisamos nos preparar para um cenário de alta instabilidade. A paz na Europa não é mais garantida, e a França deve estar à altura de seu papel de potência militar e diplomática”, afirmou o presidente, durante discurso oficial.
A decisão também ocorre em meio a pressões internas e externas. Dentro da Otan, a França vinha sendo cobrada a aumentar seus investimentos em Defesa, alinhando-se à meta da aliança de destinar ao menos 2% do PIB nacional ao setor militar. Ao mesmo tempo, Macron precisa equilibrar o novo gasto com os desafios econômicos internos, como o aumento da dívida pública e o baixo crescimento.
Com a antecipação do investimento, o governo francês pretende modernizar seu arsenal, reforçar as Forças Armadas e ampliar sua capacidade de resposta a crises internacionais, além de fortalecer sua posição geopolítica em um cenário global cada vez mais polarizado.
Com informações do BNews.