O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou nesta quinta-feira (10) a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de aplicar taxas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada por Trump como resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF) e ao fortalecimento dos Brics, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
Zema classificou a taxação como "errada e injusta" e defendeu que ela precisa ser revista. “Esses erros e essas injustiças não devem ser consertados com mais injustiças e erros”, afirmou o governador em publicação nas redes sociais.
Um dia antes, Zema já havia declarado que a população brasileira pagaria a conta por decisões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do STF. Desta vez, reforçou sua crítica ao Supremo, alegando que a corte “já passou dos limites” e acusou o governo federal de tentar censurar a oposição nas redes sociais.
Apesar disso, Zema ponderou que a população brasileira não deve ser penalizada por embates políticos. “Defender a liberdade não pode significar atacar quem trabalha e quem produz no Brasil”, disse.
O governador mineiro, que já se posiciona como possível candidato à Presidência em 2026, foi o primeiro entre os principais nomes cotados para a disputa a se pronunciar sobre a taxação imposta por Trump. Na justificativa da medida, o presidente norte-americano mencionou diretamente Bolsonaro ao responder a Lula, o que acentuou a repercussão política do episódio.
Com informações do Bahia Notícias.