A nova perícia realizada no Brasil sobre a morte da brasileira Juliana, que desapareceu durante uma trilha na Indonésia, confirmou que a causa imediata da morte foi uma hemorragia interna decorrente de lesões em diversos órgãos e politraumatismos compatíveis com impacto de alta energia.
Segundo os peritos da Polícia Civil, não houve sobrevida prolongada: a jovem teria resistido por, no máximo, 15 minutos após a queda. No entanto, a definição precisa do horário da morte foi comprometida pelo fato de o corpo ter chegado ao Instituto Médico Legal (IML) já embalsamado, o que dificultou algumas análises.
Apesar de não haver evidências de contenção, luta ou agressão física anterior ao impacto, o laudo brasileiro sugere que Juliana pode ter passado por sofrimento físico e psicológico antes da morte. Um trecho do relatório afirma que “pode ter havido um período agonal antes da queda fatal, gerando sofrimento físico e psíquico, com intenso estresse endócrino, metabólico e imunológico ao trauma”.
O corpo de Juliana foi encontrado quatro dias após seu desaparecimento, após uma queda durante uma trilha em território indonésio. Uma perícia preliminar realizada no país asiático havia estimado que a morte ocorreu cerca de 20 minutos após o impacto, sem indícios de hipotermia. Já o laudo brasileiro não conseguiu determinar com exatidão o momento da queda.
A equipe técnica também não descartou a possibilidade de deslocamento do corpo após o impacto, possivelmente causado pela inclinação do terreno onde o acidente ocorreu. Os ferimentos encontrados eram compatíveis com um único impacto severo, atingindo órgãos vitais e estruturas como o crânio, tórax, abdômen, pelve, membros e coluna.
Além disso, foram observadas lesões musculares e ressecamento ocular, mas sem indícios de desnutrição, exaustão extrema ou uso de substâncias ilícitas. O laudo aponta ainda que fatores como estresse intenso, solidão e um ambiente hostil podem ter contribuído para um possível estado de desorientação da jovem nos momentos que antecederam o acidente.
A família de Juliana questionou se a ausência de socorro imediato teria sido determinante para sua morte, mas os peritos afirmaram que, diante das condições em que o corpo foi recebido, não há elementos suficientes para responder com precisão a essa dúvida.
A nova perícia foi solicitada judicialmente pela família no Brasil e contou com a participação de peritos da Polícia Civil e de um perito particular, que acompanhou toda a análise.
Da Redação do 40 Gruas.