O Parque Nacional de Rinjani, na ilha de Lombok, Indonésia, suspendeu temporariamente nesta terça-feira (24) o acesso às trilhas do Monte Rinjani para concentrar esforços no resgate da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu em um desfiladeiro de 500 metros na madrugada de sábado (22), no horário local. A jovem de Niterói, Rio de Janeiro, fazia uma trilha guiada até o cume do vulcão quando sofreu o acidente.
A medida visa garantir a segurança da operação de resgate, que mobiliza cerca de 50 socorristas, além de dois helicópteros de prontidão, aguardando condições climáticas favoráveis. De acordo com o diretor do departamento de busca e resgate local, Muhammad Hariyadi, seis equipes atuam na missão, com uso de drone térmico, cordas para tentativa de retirada manual e uma furadeira de grande porte para abrir passagem em áreas de acesso restrito.
— Uma equipe está monitorando a retirada usando um drone térmico. A segunda está tentando a retirada manual com uma corda como ferramenta principal — explicou Hariyadi.
As buscas pela publicitária foram retomadas na noite de segunda-feira (23), por volta das 20h (8h da manhã de terça no horário local). A família relatou que o resgate seguiu durante a madrugada, com previsão de acionamento de helicóptero entre 11h e 12h, horário local, caso o clima permita.
Juliana foi localizada ainda no domingo (22), por meio de um drone, consciente, mas em uma área extremamente difícil de alcançar até mesmo para os socorristas mais experientes. Ela havia reclamado de cansaço durante a trilha e parou para descansar, segundo familiares. O guia que acompanhava o grupo de turistas seguiu adiante sozinho, momento em que ocorreu o acidente.
Em nota oficial, o Parque Nacional justificou a suspensão do acesso à trilha Pelawangan Sembalun, principal rota até o cume do Monte Rinjani:
“Para acelerar o processo de evacuação da vítima do acidente na área de Cemara Nunggal e considerando a segurança dos visitantes, da equipe de resgate e a ordem no local, informamos que: a trilha de Pelawangan Sembalun até o Cume do Rinjani está temporariamente fechada a partir de 24 de junho de 2025, por tempo indeterminado, até que a evacuação seja concluída.”
O Monte Rinjani é o segundo vulcão mais alto da Indonésia e um destino popular entre turistas que buscam trilhas desafiadoras. A região onde Juliana se encontra tem terrenos íngremes, com pedras soltas e risco de deslizamento, o que torna a operação ainda mais delicada.
Com informações do Meio Norte.