Cultura São João
Print Fofoca: Barreiras perde o protagonismo nas festas juninas e vê São Desidério e LEM brilharem
“Barreiras perde o posto de 'Capital do São João' e vira coadjuvante enquanto São Desidério e LEM brilham no palco das grandes juninas do Oeste Baiano”
23/06/2025 17h03
Por: F. Silva Fonte: Da Redação do 40 Graus

Por F. Silva/Barreiras 40 Graus.

Barreiras – A pergunta continua no ar: o que é cultura? Essa foi a provocação feita por Danilo Henrique ainda no período eleitoral ao então candidato e hoje prefeito de Barreiras, Otoniel Teixeira. À época, a resposta não veio — e tudo indica que não virá, nem em palavras, tampouco em ações.

Enquanto isso, a vizinha cidade de São Desidério mostrou como se faz. Sob a gestão do prefeito Toni Linhares, o tradicional Concurso de Quadrilhas Juninas no "Coliseu" foi realizado com apoio e estrutura digna aos grupos participantes.

O espaço, que se consolidou como palco de manifestações culturais, reuniu público e artistas numa verdadeira celebração da tradição.

Barreiras, que já foi referência regional nas festas juninas, amargou este ano um papel secundário. O tão aguardado “Arraiá da Capital do Oeste” ficou aquém das expectativas. E essa não é apenas uma percepção isolada, mas uma crítica recorrente entre os próprios barreirenses.

As atrações musicais contratadas pela prefeitura não empolgaram o público, e a estrutura do evento também deixou a desejar. Em comparação com Luís Eduardo Magalhães (LEM), Barreiras saiu perdendo em todos os quesitos: organização, investimento, repercussão e qualidade artística.

O contraste se acentua quando lembramos que o ex-prefeito de São Desidério, Zé Carlos, havia resgatado com vigor as festas juninas, e seu sucessor manteve o ritmo. Já LEM investiu pesado em nomes de peso e apostou em uma organização eficiente, colhendo os frutos com grande público, ampla repercussão e muitos elogios.

Em Barreiras, os números oficiais sobre o público presente também viraram motivo de polêmica. Enquanto foram divulgados dados otimistas, os barreirenses contestaram nas redes sociais, afirmando que algumas noites do evento apresentaram grande esvaziamento. A sensação, para muitos, foi de decepção.

Faltou o quê, afinal? Planejamento? Investimento? Vontade política? Ou apenas sensibilidade cultural? Talvez um pouco (ou muito) de tudo. A verdade é que faltou também traquejo com o evento, domínio da linguagem simbólica que move essas celebrações e faz o povo se sentir parte.

Diante desse cenário, resta agora a esperança – e talvez até uma promessa para Santo Antônio, São João e São Pedro – de que Barreiras volte a ocupar seu merecido lugar de protagonismo nas festas juninas.

A cultura é viva, pulsa no coração do povo, mas precisa de incentivo real para florescer. Que nos próximos anos, as festas juninas não sejam apenas lembradas, mas verdadeiramente celebradas – com alegria, respeito às tradições e compromisso com a identidade do nosso povo.

 

Da Redação do 40 Graus