Política Prisão!
Coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro, é preso por ordem do STF por suspeita de obstrução de Justiça
Militar é acusado de descumprir medidas judiciais e de articular, junto ao advogado, interferência na delação de Mauro Cid.
18/06/2025 21h28
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Metro1

Por Redação – 19/06/2025

O coronel do Exército Marcelo Costa Câmara, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (18), por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão faz parte do avanço das investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado articulada por aliados do ex-presidente.

Câmara foi detido em sua residência e, segundo o STF, integra o chamado “núcleo dois” da suposta trama golpista. Considerado um dos auxiliares mais próximos de Bolsonaro, o coronel esteve com o ex-presidente em diversas ocasiões, inclusive na viagem aos Estados Unidos no final do mandato presidencial, em 2022.

Além da prisão preventiva, o ministro Moraes determinou a abertura de um novo inquérito contra Câmara e seu advogado, Eduardo Kuntz. A investigação apura a suspeita de obstrução de Justiça, após vir à tona a informação de que Kuntz manteve contato com o tenente-coronel Mauro Cid — ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator nas investigações.

A motivação para a prisão inclui o descumprimento de medidas cautelares já impostas a Câmara, como a proibição de uso de redes sociais e de contato com outros investigados. Para Moraes, a conduta demonstra “completo desprezo pelo Poder Judiciário” e representa risco à ordem pública e à continuidade das apurações.

Conforme documento do STF, Eduardo Kuntz admitiu ter conversado com Mauro Cid no ano passado, por meio do Instagram, para tratar da colaboração premiada que estava em andamento. O conteúdo e o propósito dessas conversas agora serão objeto de apuração.

O ministro Alexandre de Moraes determinou ainda que Marcelo Câmara, Eduardo Kuntz e Mauro Cid sejam ouvidos em até 15 dias sobre as comunicações mantidas entre eles.

A defesa de Câmara ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão. O caso segue sob sigilo judicial.

Com informações do Metro1.