Mortes Israel vs. Irã
Israel ataca as instalações nucleares no Irã e mata os principais líderes militares
O Irã disse que os chefes das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, e da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, além de dois cientistas nucleares morreram nos bombardeios para minar programa nuclear do país.
13/06/2025 10h27
Por: F. Silva Fonte: Com informações do Portal Meio Norte

Na madrugada desta sexta-feira (13), ainda noite de quinta-feira (12), no horário de Brasília, as Forças de Defesa de Israel lançaram um ataque contra o Irã, com foco em infraestruturas nucleares do país. O ataque marca uma nova escalada nas tensões entre os dois países e provocou reações imediatas de Teerã, que prometeu retaliar "com força".

Segundo a TV estatal iraniana, o bombardeio resultou na morte do comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, e do chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, além de dois cientistas nucleares. Autoridades iranianas acusam Israel de atingir áreas residenciais em várias cidades, e há relatos de múltiplas mortes de altas patentes militares.

Poucas horas após o ataque, Israel declarou que o Irã lançou mais de 100 drones em direção ao seu território. Diante da ameaça, a população israelense foi orientada a permanecer próxima de abrigos e evitar áreas abertas. O governo também decretou estado de emergência e fechou o espaço aéreo do país.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o programa nuclear iraniano representa uma "ameaça existencial" a Israel. Segundo ele, o Irã está “muito próximo de obter uma arma nuclear”, e Israel “não permitirá que isso aconteça”.

Do lado iraniano, o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, prometeu uma resposta dura. Um porta-voz militar iraniano declarou que Israel e os Estados Unidos "vão pagar caro" pela operação.

Os Estados Unidos, por sua vez, informaram que foram notificados previamente pelo governo israelense, mas negaram qualquer envolvimento direto nos ataques. Ainda na quarta-feira (11), os EUA começaram a esvaziar embaixadas no Oriente Médio, prevendo um possível agravamento do conflito.

Apesar de, em abril, o presidente Donald Trump ter se manifestado contra ataques israelenses às instalações nucleares iranianas — temendo o colapso das negociações por um novo acordo nuclear —, mais recentemente ele expressou ceticismo quanto ao sucesso do tratado e sugeriu que Israel poderia liderar uma ofensiva com apoio norte-americano. A Casa Branca, no entanto, teme que Israel realize ações militares sem autorização oficial dos EUA.

A comunidade internacional acompanha com preocupação a rápida escalada entre os dois países, temendo uma guerra aberta no Oriente Médio com consequências globais.

Fonte: Agências Internacionais.