A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), das Apostas Esportivas, conhecida como CPI das Bets, foi encerrada nesta quinta-feira (12), sem a aprovação de um relatório final. O parecer apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da comissão, foi rejeitado por quatro votos contrários e apenas três favoráveis.
Com a rejeição, a CPI se encerra sem um documento oficial que possa ser encaminhado ao Ministério Público. Apesar disso, Soraya afirmou que não deixará o trabalho realizado pela comissão ser perdido. Ela prometeu entregar seu relatório, com todas as provas coletadas, diretamente a diversas autoridades do país.
"Eu levarei em meu nome o relatório e entregarei todas as provas para as autoridades competentes", declarou a senadora. "Não posso me omitir diante das provas robustas que tivemos acesso."
Soraya informou que pretende entregar o relatório pessoalmente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luís Roberto Barroso; ao procurador-geral da República, Paulo Gonet; ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad; ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a relatora, o trabalho da CPI também resultou em propostas legislativas para a regulamentação do setor de apostas no Brasil. "Nosso intuito é minimizar os problemas. Temos muito a contribuir, inclusive para aumentar a arrecadação. O trabalho que fizemos não está perdido", afirmou.
O parecer rejeitado pela CPI pedia o indiciamento de 16 pessoas, entre elas influenciadores digitais, empresários e representantes de casas de apostas. Entre os nomes citados estão os da influenciadora Virgínia Fonseca, acusada de publicidade enganosa e estelionato, e da advogada e influenciadora Deolane Bezerra, denunciada por contravenções penais ligadas a jogos de azar e loterias não autorizadas, além de estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
Mesmo sem aprovação formal, Soraya Thronicke insiste que o relatório não será ignorado. “O trabalho da CPI vai ecoar. As instituições terão acesso ao que apuramos. O Brasil precisa lidar com essa realidade”, concluiu.
Com informações do Bahia Notícias.