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Rússia realiza maior ataque aéreo contra Ucrânia horas antes de troca de prisioneiros
Em meio à maior ofensiva aérea desde 2022, Rússia ataca mais de 30 cidades na Ucrânia e realiza megatroca de prisioneiros em gesto raro de negociação.
25/05/2025 17h34
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte

A Ucrânia foi alvo de um dos maiores ataques aéreos da guerra neste domingo (25), com mísseis e drones russos atingindo a capital Kiev e diversas outras regiões do país. De acordo com autoridades ucranianas, ao menos 12 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.

Segundo Yuri Ihnat, porta-voz da Força Aérea da Ucrânia, a Rússia disparou 367 projéteis, incluindo 69 mísseis de diferentes tipos e 298 drones, muitos deles do tipo Shahed, de fabricação iraniana. Este foi o maior bombardeio aéreo individual desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

O bombardeio russo atingiu mais de 30 cidades e vilarejos, entre eles Kiev, Zhytomyr, Khmelnytsky, Ternopil, Chernigov, Sumy, Odessa, Poltava, Dnipro, Mykolaiv, Kharkiv e Cherkasy. A ofensiva ocorreu no mesmo dia em que a capital ucraniana celebrava o “Dia de Kiev”, um feriado local.

O presidente Volodymyr Zelensky classificou os ataques como deliberados contra civis e criticou a inércia da comunidade internacional, especialmente os Estados Unidos. “Esses foram ataques deliberados contra cidades comuns”, escreveu em sua conta no X (antigo Twitter). Segundo ele, o silêncio internacional encoraja Vladimir Putin a continuar com a agressão.

Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou ter abatido 110 drones ucranianos durante a noite, mas não se pronunciou oficialmente sobre os bombardeios em território ucraniano.

O ataque russo ocorreu poucas horas antes de uma nova troca de prisioneiros entre os dois países. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, 303 soldados foram repatriados por cada lado neste domingo (25). Nos dois dias anteriores, outras 697 pessoas haviam sido trocadas, totalizando a maior troca de prisioneiros desde o início do conflito.

Zelensky confirmou o retorno dos militares ucranianos nas redes sociais. Segundo ele, os repatriados pertencem a diversas forças do país, como o Exército, a Guarda Nacional e o Serviço de Guarda de Fronteira.

As negociações que viabilizaram a troca aconteceram no início do mês em Istambul, marcando o primeiro encontro presencial entre representantes da Ucrânia e da Rússia desde o início da guerra. Até o momento, o único avanço concreto foi o acordo para a liberação de mil prisioneiros de cada lado.

A ofensiva russa e a troca de prisioneiros ocorrem em um momento de alta tensão diplomática e em meio a apelos ucranianos por mais sanções e apoio internacional para conter a escalada do conflito.

Com informações do Portal Meio Norte.