Política Dilma Roussef
Dilma Rousseff pede anistia por tortura na ditadura e Comissão pode reverter decisão de Bolsonaro
Presidente deposta, torturada aos 22 anos e agora líder em banco dos Brics, Dilma busca reparação histórica em julgamento decisivo nesta quinta-feira“
22/05/2025 09h26
Por: F. Silva Fonte: Portal BNews

A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania julga nesta quinta-feira (22) o pedido da ex-presidente Dilma Rousseff para ser reconhecida como anistiada política, em razão das violações de direitos humanos que sofreu durante a ditadura militar no Brasil. O caso será o primeiro item da pauta da sessão plenária do dia.

Dilma foi presa em 1970, aos 22 anos, por sua atuação em uma organização contrária ao regime militar. Durante o período em que esteve detida, foi submetida a tortura e, segundo sua defesa, teve diversos direitos violados, incluindo a interrupção de seus estudos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pressões para deixar um cargo público no estado do Rio Grande do Sul.

O pedido de anistia foi protocolado em 2002, mas a tramitação foi suspensa enquanto ela ocupava cargos públicos, como ministra e presidenta da República. Em 2016, após deixar o cargo de presidenta, Dilma solicitou a retomada do processo. No entanto, em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o requerimento foi negado. Nesta quinta-feira, a Comissão analisará o recurso apresentado por sua defesa.

Atualmente, Dilma Rousseff reside na China, onde preside o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira do grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Com inf. do BNews.