Uma investigação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), apura um esquema que pode ter causado prejuízo de até R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O golpe envolvia descontos irregulares de mensalidades associativas diretamente nos benefícios dos segurados.
Até o momento, 11 entidades de classe foram formalmente identificadas como participantes do esquema, além de outras 31 instituições suspeitas de praticar a cobrança sem autorização dos beneficiários.
Essas associações e sindicatos firmaram Acordos de Cooperação Técnica com o INSS, o que permitia o desconto em folha em troca de supostos serviços, como assessoria jurídica e assistência médica. A autorização para os débitos deveria ser dada pelos aposentados e pensionistas via assinatura eletrônica ou biometria no aplicativo Meu INSS.
Entretanto, as investigações apontam que muitas das entidades realizavam descontos sem o consentimento dos beneficiários, que sequer tinham conhecimento da cobrança. A fraude foi detectada a partir de auditorias realizadas pela CGU, em parceria com a PF.
Ambec (Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos);
Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos);
AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil);
AAPEN (Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional, antiga ABSP);
Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura);
AAPPS Universo;
Unaspub (União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos);
Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais);
APDAP Prev (Associação de Proteção e Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas, antiga Acolher);
ABCB/Amar Brasil (Associação Beneficente e Cultural Backman Nacional);
Caap (Caixa de Assistência dos Aposentados e Pensionistas do INSS);
A PF e a CGU seguem aprofundando as investigações para dimensionar o número total de vítimas e o valor real desviado.
Com informações do Metro1.