Política Bolsonaro
Bolsonaro reúne quase 45 mil em manifestação na Paulista e defende anistia e candidatura em 2026
Mais do que a anistia, o ex-presidente defendeu a própria inocência e uma eventual candidatura nas próximas eleições.
07/04/2025 13h28
Por: F. Silva Fonte: Portal Metro1

São Paulo (SP) – A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no último domingo (6), reuniu cerca de 44,9 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, segundo estimativa do Monitor do Debate Público no Meio Digital, da Universidade de São Paulo (USP).

O ato foi convocado em defesa da anistia aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, mas ganhou contornos de campanha antecipada e defesa pessoal do ex-mandatário.

Duas semanas após se tornar réu no caso da trama golpista investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro usou o evento para reiterar sua inocência e sugerir que pretende disputar as eleições presidenciais de 2026.

“2026 sem Jair Bolsonaro é negar a democracia, escancarar a ditadura no Brasil. Se o voto é a alma da democracia, a contagem pública do mesmo se faz necessária”, afirmou, ao discursar para os apoiadores vestidos, em sua maioria, de verde e amarelo.

Entre os manifestantes, chamavam atenção batons e faixas em alusão à cabeleireira Débora Rodrigues Santos, que ficou conhecida por pichar a estátua “A Justiça” com a frase “perdeu, mané” durante a invasão aos prédios da República. Atualmente em prisão domiciliar, Débora foi citada por Bolsonaro em seu discurso como símbolo de resistência.

O ex-presidente também mencionou seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está licenciado do cargo e vivendo nos Estados Unidos. “Tenho esperança que ele consiga ajudar de fora”, disse Bolsonaro, sem detalhar a atuação pretendida.

A manifestação ocorre em um momento de crescente pressão jurídica sobre o ex-presidente, que passou a figurar como réu por tentativa de golpe de Estado. A PGR o acusa de ser o mentor intelectual do movimento que visava impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eleito em 2022.

Da Redação do 40 Graus.