Economia MEIs
MEIs devem adotar novas regras fiscais a partir de abril de 2025
A mudança exige a inclusão do Código de Regime Tributário Simples Nacional - MEI e do Código Fiscal de Operações e Prestações.
18/03/2025 08h28
Por: F. Silva Fonte: Portal Metro1

A partir de 1º de abril de 2025, os Microempreendedores Individuais (MEIs), deverão se adequar a novas regras para a emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e). A principal exigência será a inclusão obrigatória do Código de Regime Tributário Simples Nacional – MEI (CRT 4) e do Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP) adequado a cada transação comercial.

A reforma tem como objetivo padronizar a emissão de notas fiscais em todo o país, facilitando a validação das operações junto às Secretarias da Fazenda estaduais e reduzindo erros no preenchimento das informações fiscais. Com a implementação das novas diretrizes, a tabela CFOP passará por ajustes, garantindo maior clareza na identificação dos tipos de transações e suas respectivas tributações.

Uma das alterações mais relevantes é a dispensa dos MEIs de informar o Diferencial de Alíquotas (DIFAL), em vendas interestaduais para não contribuintes. Isso significa que, nas transações em que o destinatário não for contribuinte do ICMS, não será necessário calcular e recolher essa diferença, reduzindo a complexidade das obrigações fiscais dos microempreendedores.

Essas mudanças são resultado da Reforma Tributária promovida pelo governo federal e estão detalhadas na Nota Técnica 2024.002. O documento, elaborado em conjunto pela Receita Federal, pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat) e por entidades municipais, traz diretrizes específicas sobre os novos grupos, campos e regras relacionadas aos impostos IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IS (Imposto Seletivo).

Para que os MEIs estejam preparados para essa transição, é recomendável que busquem informação junto à Receita Federal e órgãos estaduais, além de contar com o suporte de contadores e sistemas de gestão fiscal atualizados. A adoção dessas novas regras visa aprimorar a segurança jurídica das transações comerciais e garantir maior conformidade tributária aos microempreendedores individuais.

Fonte: Metro1.