O Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para o dia 21 de março de 2025 o início do julgamento da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A parlamentar é ré por perseguir um homem enquanto estava armada, em São Paulo, durante o período eleitoral de 2022. O julgamento ocorrerá em formato virtual e está previsto para ser concluído até o dia 28 de março.
O episódio aconteceu no dia 29 de outubro de 2022, véspera do segundo turno das eleições presidenciais. Carla Zambelli foi flagrada em vídeos perseguindo o jornalista Luan Araújo pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo, portando uma arma de fogo. A deputada alegou que foi agredida verbalmente e que sacou a arma em defesa própria, mas as imagens mostram que ela tropeça antes de iniciar a perseguição.
A legislação eleitoral brasileira proíbe o porte de armas por civis nas 24 horas que antecedem e sucedem o dia da votação, exceto para agentes de segurança em serviço. Dessa forma, a conduta da parlamentar levantou questionamentos sobre a legalidade do porte de sua arma naquele momento.
Em janeiro de 2023, a Procuradoria-Geral da República (PGR), denunciou Zambelli ao STF pelos crimes de:
Em agosto do mesmo ano, a Corte aceitou a denúncia, tornando a deputada ré. O julgamento virtual será conduzido pelo ministro Gilmar Mendes, que dará o primeiro voto, seguido pelos demais integrantes da Corte.
Caso seja condenada, Carla Zambelli poderá enfrentar pena de detenção ou reclusão, além de sanções políticas. Dependendo da decisão do STF, a condenação pode levar à perda do mandato parlamentar e à inelegibilidade por um período determinado.
Além desse julgamento, a deputada enfrenta um processo por abuso de poder, também relacionado ao episódio da perseguição armada. Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), cassou o diploma de Zambelli e a declarou inelegível por oito anos. Sua defesa recorreu da decisão, e o caso aguarda análise em instâncias superiores.
O julgamento no STF será decisivo para o futuro político de Carla Zambelli. Caso seja condenada, poderá perder o mandato e ficar inelegível. O caso também poderá servir como precedente para outras situações envolvendo autoridades e o uso de armas de fogo. O desfecho do processo será acompanhado de perto pelo meio político e pela opinião pública.
Fonte: Portal Metro1.