Polícia São Paulo
Justiça nega prisão de PM que matou estudante de medicina em São Paulo
Ele é acusado de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta no dia 20 de novembro de 2024 em um hotel na Vila Mariana, após uma perseguição. A decisão foi obtida pela reportagem do MeioNews.
14/01/2025 18h20
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte

A Justiça de São Paulo negou, nesta segunda-feira (13), o pedido de prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo. Ele é acusado de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta no dia 20 de novembro de 2024 em um hotel na Vila Mariana, após uma perseguição. 

“O PM encontra-se designado para funções administrativas, exercendo outras atividades diferentes da Operacional, fiscalizado por seu Comando, de modo que a garantia da ordem pública se encontra preservada e a possibilidade de reiteração criminosa, afastada [...] o denunciado possui residência fixa [...] é primário e portador de bons antecedentes [...] o que revela que a conveniência da instrução criminal e aplicação da lei penal não se mostram comprometidas. Além disso, em nenhum momento tentou prejudicar ou retardar as investigações, comparecendo a todos os atos da investigação”, diz um trecho da decisão.

Enterro do estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta | FOTO: Paulo Pinto/Agência Brasil

O QUE DETERMINOU A JUSTIÇA?

A prisão preventiva havia sido solicitada pelo delegado da Polícia Civil, Gabriel Tadeu Brienza, depois da conclusão do relatório do inquérito policial. Guilherme "assumiu o risco do resultado morte, porque usou ilegitimamente a arma de fogo para repelir uma suposta ameaça". Além disso, o Ministério Público também fez a denúncia por homicídio qualificado por motivo torpe e pela impossibilidade de defesa da vítima. 

Veja o momento do crime!

No entanto, a Justiça negou, mas determinou o cumprimento de medidas cautelas, confira: 

O QUE ACONTECEU?

Os PMs Guilherme Augusto Macedo e Bruno Carvalho do Prado estavam em patrulhamento quando o estudante, que caminhava pela rua, deu um tapa no retrovisor da viatura e correu para o interior do hotel onde hospedado com uma mulher.

Conforme imagens das câmeras corporais dos agentes e do hotel, Marco Aurélio foi agarrado pelo braço e tentou se desvencilhar. Bruno desferiu um chute no estudante, que conseguiu segurar o pé do agente. Foi neste momento que Guilherme abriu fogo,  atingindo a região do abdômen do jovem.

Do Portal Meio Norte.