Polícia Ceará
Cidade do Ceará tem prefeito preso e prefeito eleito foragido
Além deles, um servidor da Secretaria de Transportes também foi preso durante a operação do Ministério Público do Ceará (MPCE).
23/11/2024 08h45
Por: F. Silva Fonte: Portal Meio Norte

O atual prefeito do município de Choró, Marcondes Jucá (PL), foi afastado do cargo e preso na manhã desta sexta-feira (22), por suspeita de fraude em contratos envolvendo o abastecimento de veículos da prefeitura da cidade, localizada a 180 quilômetros de Fortaleza.

Já o prefeito eleito da cidade, Carlos Alberto Queiroz, conhecido como Bebeto Queiroz (PSB), também foi alvo de mandado de prisão e está foragido.

Além deles, um servidor da Secretaria de Transportes, foi preso durante a operação do Ministério Público do Ceará (MPCE).

Conforme a decisão judicial, logo no primeiro mês de mandato, em 2017, o prefeito teria decretado emergência no município e com isso fez uma dispensa de licitação para contratar um posto de combustíveis que ofereceu preços muito mais altos que os praticados no mercado.

De acordo com o Ministério Público, o valor era mais alto porque parte do dinheiro pago à empresa era, posteriormente, repassado ao grupo do prefeito. 

Além disso, o MP afirma que o gabinete do prefeito permitia o abastecimento de veículos sem qualquer controle, inclusive carros que não eram da frota municipal e que não tinham relação funcional com a prefeitura.

O servidor preso na operação de hoje é apontado como o responsável por operacionalizar o esquema, sob ordem do prefeito. Ele descartava todos os comprovantes logo que os veículos abasteciam, para não saber quem abastecia nem qual era o carro. Depois, os valores eram imputados no sistema da prefeitura como sendo de carros do município.

Além do esquema de combustível, o MP aponta que o prefeito Marcondes Jucá teria arquitetado "uma estrutura criminosa para recebimento de valores ilícitos, mediante práticas de recebimento de propinas de empresas que têm contratos perante o município".

Parte dessas empresas envolvidas nos esquemas de desvio de dinheiro e pagamento de propina ao atual prefeito são de propriedade do prefeito eleito, Bebeto Queiroz, que foi apoiado por Marcondes nas eleições e foi eleito com 5.971 votos, correspondente a 61,1% dos votos válidos de Choró.

Segundo o Ministério Público, Bebeto e Marcondes controlavam as empresas que obtinham contratos milionários com a prefeitura e depois recebiam propinas de parte das obras e serviços executados pelas empresas.

Fonte: Portal Meio Norte.