Sob o atento olhar de Guto de Paula: ‘A Ciranda dos Inocentes’


Nunca nesse país imenso, de tantas contradições, tantas pessoas “inocentes” foram inocentadas por outros poderosos inocentes. Ou seja, os condenados de ontem serão os exaltados de hoje. Algo que no primeiro momento parece ser bíblico se não fosse a manifestação mais evidente e satânica de um mal que assola o Brasil. O da impunidade e da inversão de valores.

O mal da falta de vergonha, da ausência do caráter e do senso de dignidade. Não dos criminosos, dos ladrões, dos bandidos, dos facínoras, dos estupradores, dos traficantes, pois esses têm um código de ética que os mantêm em equilíbrio num sistema carcerário. Falo dos que dizem exercer a justiça e respeitar a Lei. Dos togados que compõem o que seria a mais respeitada instância de nossa justiça. Caso hoje não fossem a nossa vergonha nacional.

Estão lá por méritos bem discutíveis. Muitos simples, advogados apadrinhados por partidos políticos que receberam o privilégio de comporem esse monumental Superior Tribunal Federal na qualidade de ministros. Sem terem se submetido a concurso, sem ao menos serem juízes.

Contudo com uma função que agora ficou mais que evidente, pois estão lá para defender os interesses de políticos corruptos e de facções criminosas. Ou essa imensa libertação de condenados deixou alguma dúvida? Estão lá para defender os interesses de quem pretende acabar com os valores familiares, ministrar sexo a nossas crianças e adestrar pessoas a aceitarem um regime esquerdista que só pode dar certo para eles, porque está sendo o caos em todos os países que o adotaram.

Estão lá para anular tardiamente condenações que foram discutidas e julgadas por infinitas investigações. Ou seja, deixar todas as pessoas de bem perplexas e todos os seguidores negativistas satisfeitos.

Na realidade eles não precisam fazer muito para surpreender as pessoas que clamam por justiça que querem ver os piratas que assaltaram a Nação atrás das grades. Eles já não nos surpreendem mais. Qualquer coisa, por mais inadmissível que seja pode acontecer. Eles são os instrumentos da mais aterradora das ditaduras, pois no patamar que estão, praticamente no limbo onde habitam os deuses, não podem ser julgados.

Nessa ciranda estão de braços dados, os togados do Supremo, os jornalistas que se renderam aos interesses dos poderosos, os políticos que foram eleitos para defender interesses do povo e resolveram atender os seus próprios e por fim a geração Paulo Freire de analfabetos funcionais.

Enfim, os zumbis que perderam o sentido da razão, da lógica e do caráter e que resolveram por uma paixão sem limites, quando se esqueceram de todos os valores que um dia tiveram. São as vítimas da sociedade ou do sistema que os colocaram na Ciranda dos Inocentes.

Por Guto de Paula.

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