Mário Yamasaki analisa polêmica envolvendo a desqualificação de Michel Pereira no UFC Rio Rancho

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Durante esta semana, a polêmica envolvendo o brasileiro Michel Pereira, derrotado por desqualificação na luta contra Diego Sachez, no último sábado (15), pelo UFC Rio Rancho, foi tema de muitas discussões no mundo do MMA. Com isso, em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, Mário Yamasaki, profissional no esporte há mais de 20 anos, analisou a situação vivida pelo “Paraense Voador”, após uma joelhada ilegal que promoveu sua derrota e comentou a atuação de Jason Herzog, responsável por conduzir o combate.

“O árbitro (Jason Herzog), foi correto na decisão dele. São duas coisas: a ‘falta intencional’ e a falta ‘não-intencional’. Se o árbitro decidiu que a falta foi intencional, então é ‘desclassificação’. Mas se ele visse que a falta foi não-intencional, ele poderia ter tirado um ou dois pontos do Michel. Daí, se o Diego Sanchez não conseguisse retornar para a luta, a decisão iria para o ‘scorecard’ (que é quando os juízes somam as pontuações conquistadas até o momento da interrupção)”, afirmou Mário, enfatizando a questão subjetiva de análise do árbitro dentro do combate.

Perguntado o que teria feito na posição de Jason, que conferiu irregularidade na ação de Pereira, Yamasaki explicou se tratar de condições diferentes, avaliar um confronto pela televisão ou estar presente dentro do octógono. No entanto, manifestou seu ponto de vista.

“Tem que estar lá dentro para ver. Pela televisão, eu achei que o golpe foi não-intencional, porque ninguém mais tem a intenção de dar uma joelhada na cabeça, mas ele decidiu que ofi intencional e é a decisão do árbitro”, disse o profissional.

Embora não critique a posição de Herzog no confronto entre Michel e Sanchez, Yamasaki concordou que o árbitro cometeu dois erros durante a interrupção do confronto, no terceiro round. Na transmissão, foi possível ouvir Diego se comunicando com Jason em dois momentos. No primeiro, o árbitro afirma que o norte-americano teria o tempo que julgasse necessário para se recuperar do golpe, o que, segundo Mário, não é correto.

“São cinco minutos para a recuperação, no máximo. Mais do que isso, ele (o árbitro), tem que decidir se ele vai voltar ou não para a luta e não tem nem um segundo a mais”, contou Mário.

A segunda polêmica envolvendo Jason se deu quando Sanchez se dirigiu ao condutor do confronto e questionou se, em caso de desistência, ele sairia vencedor do duelo. O árbitro, então, respondeu positivamente. A atitude também não condiz com a maneira correta de se atuar dentro de um confronto.

“Não está correto. Ele não pode dar a instrução do que a regra diz para o atleta. Ele (Herzog), tem que informar que o atleta tem cinco minutos para a recuperação e depois questionar se ele vai lutar ou não”, finalizou Yamasaki.

Com o revés para Diego, o “Paraense Voador” amargou a sua segunda derrota em três apresentações pelo UFC. O combatente, agora, se vê obrigado a vencer em seu próximo compromisso para respirar tranquilo dentro da companhia.

Do Super Lutas.


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Fredson Silva

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